Biografia

HELDER MOUTINHO

Hélder Moutinho faz-nos esperar por cada novo disco. Em vinte anos de carreira, O Manual do Coração é apenas o quinto álbum, distando três anos do anterior 1987, aclamado justissimamente como um dos grandes discos do “novo fado” (seja lá isso o que for) e como um dos melhores trabalhos da música portuguesa de 2013. Antes, o fadista publicara Sete Fados e Alguns Cantos (1999), Luz de Lisboa (2004) e Que Fado é Este que Trago (2008).

BIOGRAFIA

Helder Moutinho nasceu em Oeiras, em 1969 . O mar e o Fado estiveram sempre presentes na sua vida. Da sua família ganhou o gosto natural pelo Fado, crescendo e convivendo desde sempre nos meios mais tradicionais deste género. A sede de cantar levou-o a fazer parte deste universo tão apaixonante. É Fadista.

No final da adolescência, depois de se identificar com estilos musicais mais diversificados, o Fado começou a ganhar uma importância cada vez maior na sua vida. O contacto com Lisboa revela-se inevitável. Depois do mar, é o Tejo quem chama por ele, revelando-lhe a cidade das paixões, das casas de fado, das noites nostálgicas e poéticas que lhe hão de inspirar a escrita. Se inicialmente cantava só para amigos, o dom deixou de poder ser guardado e é então que surge o convite para fazer parte, pela primeira vez, do elenco de uma casa de fados no Bairro Alto. “Afinal o menino também canta”, rematou Beatriz da Conceição ao ouvi-lo cantar pela primeira vez. E um elogio da Bia, nunca se esquece.

Nas tertúlias fadistas, pela noite dentro e com outros amantes do fado, começam a surgir as primeiras letras de sua autoria que viria a gravar mais tarde no seu primeiro álbum – “Sete Fados e Alguns Cantos “.  Uma estreia que pode ser considerada de “milagrosa”: a sua gravação decorre a par com o desenvolver de outra faceta fundamental de Hélder Moutinho. A “vontade de fazer acontecer” levou-o à produção e ao management.

É arquitecto de sonhos.

Começou a cantar no Nónó no Bairro Alto em 1994, ano em que participa no Ciclo de Fados da Mãe da Água no ambito de Lisboa Capital Europeia da Cultura; integrou o elenco da Taverna Embuçado ao lado de artistas como Beatriz da Conceição, Celeste Rodrigues e Teresa de Siqueira, onde cantou durante 7 anos, e na Parreirinha de Alfama onde actuou ao lado de Argentina Santos.  Na procura de recriar o ambiente das tertúlias de Fados de tempos idos, o seu nome está ainda intimamente ligado ao nascimento de algumas Noites de Fado mais emblemáticas de Lisboa: a abertura da Mesa de Frades em 2003, as noites no Chapitô no Castelo, os serões na Bela Vinhos e Petiscos também na Mouraria; os sábados passados da Fábrica de Braço de Prata; até à mais recente recuperação da mítica Casa da Severa na Rua do Capelão, onde nasceu a “Maria da Mouraria”,  finalmente a sua própria casa de Fados.

Tem levado o seu Fado além-fronteiras, tendo actuado ao longo dos anos em cidades como Nova Iorque, Chicago, São Francisco (EUA); Vancouver (CAN), países como Bélgica, Holanda, Reino Unido, China ou Coreia do Sul.  Em 2015 actuou na Polonia, Finlandia, Canadá, Russia e Espanha.

Discografia

-«Sete Fados e Alguns Cantos» (Ocarina 1999)

-«Luz de Lisboa» – Prémio Amália Rodrigues (Ocarina 2004)

– «Que Fado É Este Que Trago» (Hm Musica  / Farol 2008)

– “1987” (HM Musica / Valentim de Carvalho 2013)

-“O Manual do Coração” (Hm Musica / Valentim de Carvalho 2016)